Apresentação de Maria - Congregação Internacional

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“Aquele que ama mais o pai e a mãe do que a Mim, não é digno de Mim”

Nasci em 1931, no dia 18 de Junho, na Ponta do Sol, Madeira, e fui batizada a 24 de Junho, dia de São João Baptista, com o nome de Maria Teresa dos Santos, nome escolhido pela minha mãe. Depois de 3 filhos rapazes veio a 1ª menina (eu), e após mim veio um casal. Éramos uma família unida que rezava o terço todos os dias, praticantes, com muita devoção.
Eu tinha uma tia religiosa, irmã da minha mãe, e desde pequenina eu dizia sempre que queria ir com a tia. Quando tinha os meus 18 anos, talvez, fui visita-la ao Funchal, e ela disse-me que era a altura de entrar na vida religiosa. Então, não sei bem porquê, respondi-lhe que já não tinha vocação. Depois ia pelo caminho com a minha irmã mais nova e só pensava: “se eu soubesse onde era o Lactário ia lá pedir para ficar” (ouvia falar muito dessa obra, mas não conhecia). Então a minha irmã disse que eu tinha respondido à tia que não tinha vocação e agora queria ir para o lactário,…voltei para casa.

 

 Passados 3 anos, ao ouvir o Evangelho “Aquele que ama mais o pai e a mãe do que a Mim, não é digno de Mim”, senti o apelo forte de Deus e isso deu-me uma força até hoje. Porque tinha muito amor aos meus pais, essa Palavra de Deus abalou-me interiormente. Tinha 21 anos nessa altura, foi um apelo mesmo grande e muito forte. Depois de sentir o chamamento de Deus foi só andar… nem tive tempo para mais… foi correr… Sim, porque quando Deus chama nós não podemos ficar quietas, temos de avançar sem demora.

Falei então com uma prima minha que tinha estado na Apresentação de Maria, então ela é que deu as indicações e foi comigo para pedir para entrar.
Sou natural da Ponta do Sol, e não sei como, eu apenas ouvia as pessoas falarem do Lactário, mas não sabia a que Congregação é que pertencia essa obra mas sentia interiormente que era nela que eu queria entrar.
Quando fui com a minha prima ao lactário para entrar como pretendente, fui recebida pela Irmã Saint Aimé, que ao perguntar o meu nome decidiu marcar o dia da minha entrada oficial para 3 de Outubro, dia em que se celebra Santa Terezinha do Menino Jesus. Ao voltar para casa tinha de contar aos meus pais. O meu pai não queria, assim como a minha irmã mais nova, à minha mãe foi a maior alegria que lhe dei. Tinha 21 anos quando deixei a minha casa e Iniciei este caminho de entrega ao Senhor.
Quando soube que a Congregação tinha o nome de Apresentação de Maria, exclamei: “ai que bom! Eu gosto de tanto de Nossa Senhora!”
Entrei no Colégio da Apresentação de Maria em 1952, nem estive um ano completo e vim para Setúbal, para a Quinta da Boa Vista, fazer o noviciado. Fiz o estágio em São Pedro de Alcântara, professei em 3 de Maio de 1957 em Setúbal e regressei para Lisboa até o dia 8 de Agosto 1957, da em que parti de barco para Moçambique. Aí vivi 17 anos. Ao regressar a Portugal passei por algumas comunidades onde pude viver esta alegria de pertencer ao Senhor.
Amo a minha vocação e considero que estou aqui porque Nosso Senhor me chamou e eu aceitei o Seu convite. Uma Grande alegria para mim e que muito me atrai na Madre Rivier é a sua grande devoção a Jesus Cristo e o amor a Nossa Senhora.
Hoje com 55 anos de profissão religiosa continuo feliz e quero viver até morrer assim, nas mãos de Deus e da Mãe do Céu, são os meus prediletos.
Gostaria de dizer às jovens que sentem algo por dentro que e não conseguem explicar: Estejam atentas ao apelo de Deus e quando Ele chamar, sigam a Sua Voz, sem olhar para trás. Ele é o único que pode dar a verdadeira felicidade!

Irmã S. Tadeu, p.m.

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