Apresentação de Maria - Congregação Internacional

Imprimir

A VIDA DE MARIA RIVIER

Maria Rivier nasceu a 19 de Dezembro de 1768, ao sul de Ardèche, perto de Aubenas, na aldeia de Montpezat-sous-Bauzon. Foi a terceira filha de Marie-Anne Combe e Jean-Baptiste Rivier.

A 21 de Dezembro foi baptizada na igreja de Nossa Senhora de Prévenchères. Aos 16 meses uma queda veio paralisar o seu crescimento e impedi-la de andar. A mãe, mulher de fé e estalajadeira muito ocupada, confia Marinette a Nossa Senhora da Piedade, deixando-a na capela dos Penitentes, muito perto da casa dos Rivier. Que misterioso diálogo se instaura então entre a Pietà, Mãe Dolorosa, que tem sobre os joelhos o seu Filho morto e essa criança, deposta aos seus pés? … É hoje que a Santíssima Virgem me vai curar? – diz ela cada dia.

Todo o itinerário espiritual daquela que se tornará a fundadora do Instituto das Irmãs da Apresentação de Maria se encontra como que resumido aí, nesses quatro anos fundamentais e nessas horas em que uma criança, que nunca se aborrece de esperar pela sua cura, mistura contemplação, súplica e promessas. A cura chegará quatro anos mais tarde, num dia de festa mariana: 8 de Setembro de 1774.

Aos 6 anos, Marinette quer consagrar a sua vida a Deus. Ouviu ler a vida dos santos durante os longos serões de inverno. Tocaram-na particularmente a vida dos Padres do Deserto. Também ela «quer ir ao deserto para rezar a Deus». Com o seu pão de centeio debaixo do braço, escapa-se pela porta do jardim da casa paterna e toma o caminho dos castanheiros, rumo à montanha. Depressa a trazem de volta a casa, mas guardará sempre no coração o gosto pela solidão.

Muito criança ainda, estava ansiosa de comunicar a sua experiência de Deus, transmitindo-a às crianças da vizinhança. Esperava assim a hora de realizar a promessa feita a Nossa Senhora da Piedade: Vou trazer-te muitas crianças, vou ensiná-las e dizer-lhes que te sirvam bem.

Em 1780, Marinette parte para fazer a sua instrução como aluna interna em Pradelles (Haute-Loire) com as irmãs de “Notre Dame”. Aos 17 anos pede para se tornar religiosa. A sua pequena estatura e saúde deficiente são obstáculo. Recusam admiti-la. Então, diz ela, já que não me querem neste convento, eu própria farei um.

De volta a Montpezat, em 1786, abre uma escola. O projecto depara-se com a ironia de uns e o cepticismo de outros. Ela mantém-se firme. Maria Rivier tem excepcionais dons de professora e de educadora da fé.

A obra nascente ainda não tem raízes, mas isso não a vai desencorajar! Tomando o caminho empedrado no flanco do vulcão da Gravenne, Maria Rivier parte para Thueyts para abrir uma nova escola. Num local de extrema pobreza, acorrem imensos alunos. Acolhe-os a todos, tanto os filhos dos revolucionários como os outros, tendo, no entanto, uma predilecção pelos pobres. Quatro camponesas vêm juntar-se a ela.

Deste modo, enquanto as congregações existentes são dissolvidas pela Revolução, nasce a Congregação da Apresentação de Maria, no dia 21 de Novembro de 1796.

O Padre Pontanier, Sacerdote de Saint Sulpice, que teve de deixar a sua tarefa de formação de futuros padres, no seminário de Viviers, esconde-se em Thueyts para fugir à perseguição. Torna-se assim, para Maria Rivier e para as suas companheiras, um guia espiritual. Chamá-lo-á o amigo dos primeiros dias. Em seguida, Régis Vernet, também ele da Companhia de Saint Sulpice, tornar-se-á para Maria Rivier um mestre de vida espiritual e um apoio competente da Congregação.

Pouco a pouco, Deus enviará as professoras qualificadas de que a jovem Congregação tem necessidade... Se a penúria é demasiado grande, Maria Rivier escreve à Santíssima Virgem. A sua confiança filial nunca será iludida!

Mas, uma coisa é certa, as dificuldades também nunca lhe faltarão. A nossa obra é toda de Deus e Deus não quer que haja nela nada de humano: nem o apoio, nem o louvor das criaturas.

Monsenhor d’Aviau, administrador da diocese de Viviers, dirá, ao descobrir esta nova obra: Ali está o dedo de Deus. Ele está impresso nesta fundação! Nesse mesmo ano de 1801, o Padre Vernet, em nome de Monsenhor d’Aviau, confirma Maria Rivier no seu cargo de superiora. Cada irmã recebe um nome novo e a fundadora recebe o nome de Irmã Ana Maria. Vemos assim o seu nome próprio passar de Maria a Ana Maria, embora muito rapidamente lhe tenham começado a chamar Madre Rivier. Ela confessa: Esse título causa-me confusão.

Sem a família, a escola não pode assegurar uma sólida formação cristã. É por isso que Maria Rivier reúne as mães de família, as jovens e os homens também se fazem convidados. Ela evangeliza, exorta, catequiza. Dizia-se dela: Pregamelhor do que um Jesuíta. Maria Rivier substitui os padres dizimados pelo Terror e organiza assembleias de oração e de formação cristã.

As aldeias vizinhas reclamam irmãs. Como somos insuficientes para fazer conhecer e amar o Senhor em toda a parte! Sofro cada vez mais por saber de tantas paróquias onde não há ninguém para mostrar o caminho do Céu!

O fervor do pequeno convento é atractivo. Aparecem vocações de todos os meios e, por vezes, vindas de longe, como de Lyon ou de Nantes. Em vinte anos, de1796 a1815, abrem-se mais de 150 escolas na Ardèche e nas províncias vizinhas.

Muito em breve a primeira Casa Mãe torna-se demasiado pequena. Daqui a seis anos, diz Maria Rivier, teremos um convento magnífico. Em que sítio, ignoro-o, mas vereis.

O local ainda não revelado será Bourg-Saint-Andéol, no antigo mosteiro das Visitandinas, confiscado durante a Revolução e, então, à venda. Maria Rivier pressente que ali está a casa que Deus destina às suas filhas. Ela pressiona o próprio Padre Vernet para que a aquisição seja concluída quanto antes: Se eu tivesse dinheiro para fazer as minhas obras nunca teria conseguido concluí-las. Como não tinha nada, pensei sempre que o Bom Deus faria tudo. Em1819, a comunidade instalou-seem Bourg-Saint-Andéol.

Apesar da sua saúde, sempre frágil, a Madre Rivier visita as fundações e cria outras novas sem nunca transigir na sua finalidade: Anunciar Jesus Cristo. Acolhe órfãs e, de cada vez que a penúria aumenta, ela recebe ainda mais uma. A Providência não lhe falta.

Toma muito cuidado com a formação das suas irmãs. Trata-se de conhecer Jesus Cristo, viver Jesus Cristo em todos os seus mistérios, ao longo do ano litúrgico. Em 1822, Maria Rivier entrega às suas filhas a Regra de vida, finalmente impressa. O acontecimento suscita um grande impulso de fervor: Devemos ser para todo o mundo o Evangelho aberto, o Evangelho explicado.

Quando morre, a 3 de Fevereiro de 1838, mais de 300 irmãs estão prontas para continuar a sua obra e para recolher a sua última mensagem: Deixo-vos em herança o espírito de oração.

A 23 de Maio de 1982, Maria Rivier é declarada Bem-aventurada. Na sua homilia João Paulo II afirma:

«A sua vida demonstra bem o poder da fé na sua alma simples e recta que se entrega inteiramente à graça recebida no Baptismo. Conta profundamente com Deus, que a purifica pela cruz. Apresenta-se a Deus em estado de adoração e de oferta. A sua espiritualidade é solidamente teologal e claramente apostólica: a nossa vocação é Jesus Cristo

Dos seus mestres sulpicianos Maria Rivier aprendeu que toda a vida cristã é incorporação em Jesus Cristo, uma manifestação da graça do Baptismo, um apelo a revestirmo-nos de Cristo Jesus até poder dizer, como o apóstolo Paulo, a quem ela gostava de citar: «Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim». 

Fonte:  ORAR 15 DIAS com MARIA RIVIER
FUNDADORA DA CONGREGAÇÃO DAS IRMÃS DA APRESENTAÇÃO DE MARIA
Por Daniel Coffigny

Agenda 2013

em actualização

Publicações

...

Contactos

Morada: Quinta da Boa Vista
Baixa de Palmela
Apartado 365
2901-901 SETÚBAL 
Tef. 265 54 12 50
Email:Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.