Eu vim para que tenhais a vida e que a tenhais em abundância. Jo 10,10
A relação com Deus constitui a respiração secreta da formação permanente. A. Cencini A VIDA: um dom de Deus A promessa de uma formação conseguida reside em grande parte na capacidade em acolher o dom da vida. Este dom é de tal modo precioso que não pode vir senão da gratuidade do amor. Cada manhã é-nos oferecido e espera o nosso acolhimento.
Um novo dia se levanta, (Hino, Oração do tempo presente) Cada etapa da nossa vida permite que nos libertemos progressivamente do acessório para melhor nos concentrarmos no essencial: a vida de Deus em nós. Neste caminho da vida avançamos ao ritmo das estações e ao nosso próprio ritmo. Qualquer que seja o ritmo e as circunstâncias da nossa vida trata-se de não perder de vista o objectivo da viagem: somos peregrinos que avançamos ao encontro de ALGUÉM que é o mesmo que dizer: para que a formação inicial e contínua atinja o seu fim, é vital que o centro de toda a caminhada seja JESUS CRISTO. A chave do sucesso na formação está neste desejo, ardente, determinado, retomado sem cessar, nunca abandonado, de viver no quotidiano o apelo do Senhor e dizer-lhe num impulso de confiança: Eis-me… para sempre! Para viver intensamente e amorosamente o tempo presente que o Pai nos oferece a fim de crescer no seu amor, trata-se simplesmente de aceitar dar um passo após outro sem querer saltar etapas, nem deixar para o dia seguinte o esforço a fornecer hoje. Cada irmã, com os seus recursos pessoais, é a primeira responsável e a agente insubstituível da sua formação permanente.
A VIDA: suas idades e suas passagens Tal como no crescimento físico e psicológico, o crescimento espiritual tem as suas idades e as suas passagens. As etapas do nosso crescimento humano fazem-nos viver, conscientemente ou não, as purificações indispensáveis ao nosso crescimento em Cristo. Fazem-nos passar da santidade desejada à santidade acolhida abrindo-nos assim à felicidade da nossa vocação.
O resultado final depende em boa parte da nossa docilidade ou permeabilidade à acção de Deus e também da nossa perseverança. O tempo marca por sua vez a duração e o crescimento. Ele é insubstituível em todo o processo de formação. A formação contínua é um processo global que se estende a todos os aspectos da pessoa e que diz respeito ao conjunto do Instituto. Uma sólida formação dos membros terá um impacto sobre a qualidade espiritual e apostólica do Instituto. Estes dois elementos são inseparáveis e influenciam-se mutuamente. Trata-se de, em cada etapa da formação, saber ajustar o conteúdo, segundo as necessidades de cada grupo ou pessoa, sabendo sobretudo ficar atentas aos apelos do Espírito. A VIDA: ao ritmo do ano litúrgico Maria Rivier, nossa fundadora aplicava-se como todo o ardor a entrar, segundo as diversas épocas do ano, no espírito dos mistérios que a Igreja celebrava.
Viver Jesus Cristo nos seus mistérios eis uma parte importante da nossa herança espiritual. Viver a Páscoa de Cristo é entrar no mistério do Cristo total. Mistério escondido desde há séculos em Deus, mistério com dimensões insondáveis que o tempo litúrgico nos permite aproximar e assimilar, ano após ano. Este tempo místico integrado no nosso tempo cronológico pode vantajosamente tornar-se o fio condutor de todo o nosso programa de formação contínua. Além dos tempos fortes litúrgicos, o ano oferece outros acontecimentos formadores. Esses acontecimentos, portadores de vida, situam-se ao nível da Igreja, da nossa Congregação e da vida pessoal.
A VIDA: uma abertura sobre o mundo A formação permanente pelo seu conteúdo e suas A formação permanente exige que conheçamos a doutrina social da Igreja e que procuremos aplicá-la no nosso meio segundo as circunstâncias que são as nossas. É em todas as etapas da formação e em todas as circunstâncias que deve desenvolver-se a compaixão solidária. Para nós, Irmãs da Apresentação de Maria, o apelo do pobre faz parte das nossas raízes. A VIDA: um hino ao Amor
Com a experiência dos anos, o amor recebido e partilhado tornou-se o essencial e o acessório perdeu então a sua importância. Isto exprime-se na simplicidade da vida quotidiana por: - uma capacidade de acolher o outro, diferente e complementar - uma abertura ao mundo feita de encantamento e compaixão - uma aceitação serena das suas fragilidades e das suas forças - uma maneira de viver abandonada ao Amor Quem melhor do que a Virgem Maria pode guiar-nos neste caminho do maior amor! Peçamos-lhe esta graça de dizer ao longo das circunstâncias, o nosso Fiat a fim de podermos um dia cantar com Ela, o mais belo hino ao Amor que é o seu MAGNIFICAT! |









